Na verdade o erro maior é agir todos os dias como se fossem ordinários, normais, sem espaço pro novo ou pra surpresa. Não sei nem se é erro, mas definitivamente é um desafio acordar e ver tudo estranho, não no sentido negativo, mas surpreendente.
Conhecer alguém diferente todos os dias, reconhecer um lugar que só foi visto nos nossos sonhos, sentir o gosto de uma comida exótica, ver sob outro ângulo o gol que deu o título do time favorito, amar de todas as formas, sentir o frio na barriga com um olhar, se apaixonar todos os dias.
Assisti ao filme “Como se fosse a primeira vez” com Adam Sandler e Drew Barrymore, filme bobinho, mas que cala fundo no coração de uma mulher a beira de um ataque de nervos porque não consegue achar o caminho do meio entre a entrega total a alguém ou a indiferença. Parece cruel falar assim, mas é exatamente o que nós, mulheres dos anos 2000 nos tornamos com a pressão que o movimento feminista (e olha que sou eu mesma uma feminista) e as mães e avós nos direcionam. “Não tenham filhos cedo, não casem, não acreditem em homem, não caiam na conversa mole daquele gato porque ele é um exemplar do modelo que não deu certo na fabricação do marido e amante ideal”. Ai, que emaranhado de besteiras. Não existe uma fórmula ou um manual. E se existisse, ninguém leria. Eu nunca li manual de nada, não seria da minha vida que o faria. Bom, esse é outro assunto. O que eu quero dizer é que é muito difícil ser diferente num mundo rotulado e rotulante, é muito difícil ser única no meio de tantas perfeições, e perfeita onde já tem tanto desinteresse.
Acordar todos os dias e ver um lugar diferente, uma pessoa tentando te conquistar, e se deixar ser conquistada, um olhar de surpresa pra cada atitude carinhosa, isso por si não dá espaço a decepção.
Falar é fácil, como sempre. Agir diferente e ter um retorno disso é o grande desafio. Será que um dia eu vou consiguir agir como se fosse conquistar o mundo, acumulando só a vontade disso e não o cansaço e o hábito?! Seria mais fácil se muita gente entrasse no clima, ou pelo menos um exemplar imperfeito da espécie humana do gênero masculino. Isso já me daria um bom incentivo. Vejamos. Fica como surpresa se conseguir.
E pra eu enfiar um clipe na jugular de vez, vai passar “Diário de uma Paixão” no mesmo canal, ás 21 horas. Ou seja, as chances de eu ir na reabertura do bar-minha-segunda-casa da abnegada modelo da espécie humana do gênero feminino aqui ir com a cara inchada é enorme. Eu vou, definitivamente ver o filme, e certamente ao bar. Então. Que meus olhos ensopados sejam só uma nova maneira de me enxergarem. Pronto, a surpresa já começou.
Letícia De Castro
(esperando inspiração pra escrever um diário)
6 comentários:
Achei muito legal o que foi posto olha meus parabens um otro dia tu vai precisa me ensina a te tanta inspiraçao pra escreve tanto e tao bem. hehe bjo
aiiiiiiiiiiii que lindo mano...adorei tua visitinha no meu blog. Volta sempre tá?! Beijão
Bom...surpresas semana que vem.....aguardem.
Era isso mesmo que ia perguntar...tem surpresa vindo aí?
Letícia!
Também acho que a cada dia ver um lugar diferente não só seria muito bom, como inspirador. Mas quando não podemos ver tantos lugares diferentes- me refiro pela questão de tempo e/ou limite, caso nos encontramos sempre na mesma cidade, sempre é gratificante ver os mesmos lugares pelos quais passamos como se fosse pela primeira vez...
Sem dúvida.... reconhecer um lugar e sentir saudades, ver diferentes ângulos de uma mesma figura... tudo é inspiração, transcendência.
Bjs
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