Pensar na imagem é remeter à identidade do início da humanidade. Se a comunicação nasceu da imagem, aquilo que produz na gente a sensação de reconhecimento e identidade, podemos dizer que o javali de Altamira é prova de que a imagem/identidade/linguagem precisava ser perpetuada. Nascendo aí a concepção de manutenção de hábitos, representação gráfica do que os homens de Altamira conheciam como mundo.
Portanto, diante disso, podemos dizer que os momentos ficaram gravados pra posteridade, ainda que numa época onde não havia a necessidade do entendimento de tempo. Ainda menos da consciência de futuro.
Pensando nisso me lancei ao aspecto filosófico da imagem em cinema e televisão. Quando a imagem em movimento se pronuncia em nossas lembranças, o manual prático do reconhecimento, muitas vezes, pode se interpor à nossa história, conhecimento empírico, e relevância do assunto. Diferente da arte enquanto imagem estática - essa a gente tem na lembrança em sua totalização – a imagem em movimento causa distorções neutrais, de composição forçada ao imaginário. Claro que o retrato estático do objeto também eleva ao pensamento o que temos de mais pessoal.
Mas comparativamente pensando, podemos usar como exemplo de duas dissonantes da imagem estática e em movimento num mesmo nível artístico, mas em diferentes esferas, a figura de Frida Khalo no auto-retrato “O Parto”, quando está na cama
dando à luz e os paradigmas de mundo, luz e sofrimento em suas variáveis perturbadoras, compreende a teoria da imagem na relação do objeto, e na imagem como técnica e linguagem. Ela sabia das possibilidades de eternidade da mente inquieta, inquisitória, irrefreável que manipulava toda sorte de sentimentos por meio da pintura. Por outro lado, a vida soturna, e ao mesmo tempo colorida de Frida é mostrada em suas contrariedades na imagem em movimento no filme. Nesse caso, a escuridão do sofrimento era compatível ao seu sarcasmo. Era possível identificar a dor, mas ao mesmo tempo o humanismo da artista.Não quero dizer que as obras de Frida não sejam completas em sua natureza artística, ao contrário. Ela, diante da linguagem que usava, conseguiu nos fazer sentir as dores e suas percepções de mundo. O que quero dizer é que a imagem em movimento nos traz aspectos pessoais às impressões também.
A imagem, segundo minha humilde opinião, é a fusão de identidades. De quem vê, de quem faz e daquilo que ela por si representa na sua função de representação e impressão.
Essa busca de entendimento da imagem me inspirou a fazer o projeto de mestrado. Quem tiver sugestões, autores, aceito feliz. Não citei aqui autores pra não ficar massivo, mas pra deixa-los saber do meu novo objeto de desejo: a compreensão da imagem!!!
Letícia De Castro
(em busca da impressão perfeita)
9 comentários:
Nao entendi picas de porra nenhuma!!! Agora, assunto revlevante: to organizando uma festa no meu APÊ dia 16 ou 17 de dezembro. Q tu acha? A tua presenca e da Ainha eh fundamental.
desculpa os comentarios, qdo estiver sobrio eu leio!
OI le!
adorei seu blog e irei te linkar
beijos
hahahahaha...tô rindo muito do picas de porra nenhuma hahaha. Adorei - é essa a idéia!!! Quanto à festa - tô confirmada, e arrasto a Aninha também. Beijão
Valeu Pela visitinha Karen!!! Pode linkar, obrigada!!!
Ai tudo isso? Teu Caquinho aqui se perdeu na curva. Vou acompnhar o cara ali que disse que ia ler de novo, mas sóbrio. Eu tb. tô na ceva desde terça. rsss
beijoca...com saudades.
Caco
Ah, e posso ir na festatambém ou é do tipo particular com pares marcados?
A festa do cara lá de cima, o Jairo.
Caco
Bom, eu sei que a mente etílica dos meus companheiros de boemia se supera, mas também não é tão difícil assim né. E quanto à festa, é particular, mas não com pares marcados. E, sinceramente, acho que tu não és convidado. Desculpinha..a festa não é minha!!! Além disso, tu não te deslocarias de SP só pra isso.
Beijos
Oi!!! Ainda tentando tecer algum comentário sobre o mestrado....
Parabéns pela decisão, fico feliz e te desejo muita sorte. Adorei o tema, pois como sabe sou um adorador de arte em todos os sentidos.
Sucessão pra ti.
Beijo NITRO®
Fooooooofo,
aliás, adoro teu nick (Nitro) nesse humilde espaço com pensamentos descontaminados, descompromissados e faceiros. Eu sei do perrengue que passas com teu mestrado, então estou me preparando pra dureza. Ainda bem que tenho o senso de humor e apoio de vocês.
Beijão
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