
Todo mundo precisa de incentivo, torcida ou apoio na vida, seja profissional, emocional ou pessoalmente. Com o Grêmio essa relação de alento é tão mais simples. Não há explicação nem mestres. Não há quem ensine, mas há os que aprendem na prática, no meio, no conjunto.
Este ano o Grêmio passou por uma fase que pode ser mal resumida entre o inferno e o céu. Chegamos à segunda divisão e nossos arqui-rivais sonham com o campeonato brasileiro. A tragédia seria iminente não fosse por um detalhe: a Alma Castelhana da torcida tricolor.
Quando tudo parecia perdido - o campo revirado pelas antigas batalhas, o calor e o suor machucando a lembrança da derrota - a Alma da torcida se engessou, inflamou e aguçou a motivação que sempre esteve ali, perene.
Neste ano de 2005, como em 93, estivemos na segunda divisão do campeonato brasileiro. Série B como preferem alguns. Esse tropeço nunca apagou da história desse grande mosqueteiro as muitas guerras vencidas, as batalhas ardidas e por isso mesmo, festejadas quando conquistadas. Muitos títulos nos fazem vencedores natos. O centenário nos mostra a grandeza de algo que nunca morre – a Alma. Nesse caso, misturada com a força com que o povo cisplatino defendeu a bandeira, a fronteira e história dos gaúchos.
Ser gremista é manter a chama da conquista sempre acesa. O fogo que nunca se apaga da Alma Castelhana é nosso maior presente ao tricolor.
Olímpico, dia 19 de novembro de 2005 – Grêmio e Santa Cruz - um ícone dessa trajetória. Estádio abarrotado, torcedores de todas as idades, credos e etnias. Gremistas oriundos dos mais diversos recantos deste estado, unindo os mais diferentes sotaques nas músicas entoadas pela Geral do Grêmio. Definitivamente uma data a ser lembrada. O dia que a Avalanche sacudiu a poeira da série B.
Em 2004 apanhamos um pouco. Em 2005 lutamos batalhas em campos difíceis, mas em 2006 seremos soberanos da nossa história. Tudo isso foi possível com apoio da torcida mais emocionada do Brasil. Cada dia eu entendo mais a expressão do Humberto Ghessinguer quando disse que "ser gremista é achar que dá". Vocês não só acharam, como fazem dar certo, sempre. Obrigada!!!!!
N.A: Fui no jogo sábado e pude presenciar exatamente a emoção que descrevi ao ver o Olímpico lotado como sempre mereceu estar - em finais, decidindo campeonatos e reeinventando-se todos os dias como um grande motivador da paixão tricolor. Inexplicável, desisti de entender porque nos apegamos tanto à um time - agora é tarde. Pronto cofessei - sou APAIXONADA pelo Grêmio!!!
O retorno dos gremistas é sempre um bom espetáculo. Paguem pra ver!
3 comentários:
Dále Dále tricolor... e tricolorAAA...valeu!!!
bj
Pur favor, vc eh uma baita escritora, escreve mto bem tem um amor bonito com o nosso gremio e acima de tudo , conhece futebol mto mais que varios homens, comenta e escreve em conjunto com a razão e o coração, isso é bonito!
Beijos Y abraços desse admirador de seus textos e seu fã cmo pessoa.
Aaaaaaahhhhh que amor guris... obrigada pelo carinho!!!
Beijão e voltem sempre, a casa é vossa, é nossa, é bossa!!
Postar um comentário